Macarrão 4
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Líbano, a Multissecular Fenícia... Ser fenício, apesar de nascer em Londrina, há um ator fenício que em aqui vive, no SER, o ente fenício que é um “eu”, muito mais que eus. Essa colônia libanesa aqui do Brasil, de população muito maior que a população libanesa dentro do próprio Líbano, deveria receber mais atenção das autoridades libanesas, pois dia desses mandei um e-mail para a embaixada libanesa perguntando o que deveria fazer para adquirir a nacionalidade libanesa e até hoje sequer recebi resposta. Confesso que isso me deixou deveras desapontado. De qualquer forma vibra no fenício, o fenício desbravador de mares, criador de entrepostos comerciais, de cidades-estado, a viver de um mediterrâneo muito maior que hoje ele é, e, por fenício ser, vai muito além do mediterrâneo, em alma, em corpo presente. Alma livre, alma fenícia, explorador e navegador de mares sem fim. Roma só tornou-se Roma depois de Cartago, cidade-estado fenícia por excelência. O Brasil fenício possui brasileiros vivendo no Líbano, dentre eles o maringaense Roberto Khatlab (foto) e muitos outros que entendem, em prosa, em verso, o que é ser um espírito fenício em qualquer lugar do mundo, mundo este muito conhecido pelo espírito de aventura do povo fenício. |
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Libaneses estudam copiar Kassabe podem eliminar cartazes.. Na Síria, todas as fotos e cartazes espalhados pelas ruas, estradas, lojas e até retrovisores de táxi são do presidente Bashar al Assad. Não é muito diferente da Jordânia, onde a estrela nacional é o rei Abdullah, apesar da sua maravilhosa mulher, a rainha Rania. Já no Líbano, as imagens nas fotos variam de acordo com a região do país. Áreas xiitas exibem o xeque Hassan Nasrallah, do Hezbollah, de barba e turbante. Os sunitas têm que ver a cada dez metros o cavanhaque e o gel de Saad Hariri, ou o bigode grisalho de seu pai, Rafik Hariri, que morreu em atentado em 2005. No Shuf, como são chamadas as montanhas drusas, os pôsteres são de Walid Jumblat, que parece um personagem do Senhor dos Anéis. Os cristãos têm diversas opções para colocar nos outdoors, já que os seguidores desta religião no Líbano possuem vários líderes rivais. Mas, em breve, o Líbano poderá passar por uma operação similar à que Gilberto Kassab implementou em São Paulo – os horrorosos cartazes de políticos poderão ser retirados. A idéia é de Saad Hariri. Já dá para perceber a mudança nas áreas sunitas de Beirute, onde quase não se vê mais a imagem de políticos. O xeque Nasrallah, dizem, estaria disposto a aceitar a proposta. O objetivo é evitar confrontos como o que recentemente envolveu duas facções cristãs em Zgharta, no norte do Líbano, onde duas pessoas morreram após discussão sobre a colocação ou não de um cartaz. Alguns críticos afirmam que, na verdade, Hariri está com medo. Os cartazes da parte sunita de Beirute teriam sido retirados porque os moradores temem o grupo xiita Hezbollah, que tomou as ruas da região em maio. Conhecendo o Líbano, duvido muito que a iniciativa dê certo. |
As Eleições Árabes... Nos paises Árabes, a maioria como Jordânia, Arábia Saudita, Kwait, são comandadas pelo rei. O reinado é passado de pai pra filho, ou seja, Monarquia, ao contrário daqui que é tudo escolhido pela República, ou seja com os votos. Os outros países Árabes são como aqui presidente, as mulheres também podem votar, assim que a gente pode escolher a pessoa certa, para melhorar o país; para poder crescer e dar tudo melhor para o nosso país e para o povo, como o trabalho, estudo, saúde! E é nessa hora que está tudo na mão do povo para a escolha mais esperada dos tempos. Aqui também que vai ser nossa eleição, tomara que ganhe o melhor. Boa sorte na escolha de todos nós. |
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Beto quer ficar mais 4 anos à frente da cidade... Quinto de sete filhos, pai médico e mãe professora, neto de libanês, paulistano de Pinheiros, afeito ao futebol - sim, ele próprio zagueiro que chegava junto nos tempos de universidade -, Beto na família, Giba para amigos, engenheiro civil pela Poli e economista, leão no signo, 48 anos, solteiro, bom de garfo, mas inimigo do agrião, R$ 5,1 milhões de patrimônio. Eis Gilberto Kassab, que administra a metrópole de tantos desafios e tensões desde março de 2006 - quando José Serra (PSDB) renunciou para concorrer ao governo do Estado - e agora ambiciona permanecer no cargo de prefeito de São Paulo por mais quatro anos. Kassab é uma história política com mentor e tutor, Anis e Afif são eles, mas foge do clichê batido da sucessão de pai para filhos e netos das oligarquias. Anis Kassab, de 89 anos, tio do prefeito, foi seu orientador. Guilherme Afif Domingos, 65, secretário do Trabalho e das Relações de Emprego do Estado, licenciado para coordenar o plano de governo de Kassab, seu padrinho. As duas famílias, a de Anis e a de Afif, se relacionam bem, mantêm laços de parentesco. São de Vargem Grande do Sul, no interior do Estado. A avó paterna de Afif era irmã de José Zarif, tio de Pedro Salomão José Kassab, pai de Gilberto. Uma certa manhã, em 1984, Anis telefona para Afif. - Guilherme, tenho um sobrinho que gosta muito de política. - Manda ele falar comigo. Afif, na ocasião, presidia a Associação Comercial de São Paulo e empenhava-se na instalação do núcleo de jovens empresários, na renovação de um setor que caducava e na criação do estatuto da microempresa. Kassab, 24 para 25 anos, fazia pós graduação na USP, engenharia civil e economia. O rapaz apresentou-se: “Eu sou o Gilberto Kassab, sobrinho do Anis, filho do Pedro.” Impressionaram Afif, naquele primeiro encontro, os aros muito grandes dos óculos do recém-chegado, que lhe conferiam aspecto “um tanto engraçado”, e também “aquela língua meio presa, meio amarrada”. Logo Afif identifica atributos em Kassab que o fazem confiar-lhe o papel de braço direito, artífice de suas aventuras pelos caminhos tortuosos do voto. Um ano depois, o movimento Afif funda uma sigla, o Partido Liberal, e Kassab a ele se filia. Em 1986, Afif é lançado candidato à Assembléia Nacional Constituinte. Kassab corresponde plenamente e dele torna-se dedicado cabo eleitoral, primeiramente, e depois um “articulador notável, muito capaz” - é a avaliação de Afif. Nos meses que antecedem a eleição, Kassab exerce assédio tenaz aos dirigentes da agremiação, a quem pede reiteradamente por Afif. Desde o princípio parceiro entusiasta e combativo, exalta qualidades de Afif. Suas armas são o poder de persuasão e a perseverança. Movimenta-se sem embaraços. Basta-lhe um telefone, muitas vezes. Reclama, exige empenho dos correligionários, faz projeções otimistas, não se deixa abater nem nos momentos claudicantes da jornada. Não descansa até alcançar o objetivo. Chama os aliados à responsabilidade, dobra um a um os indecisos, faz reuniões, muitas vão madrugada afora, não se curva aos céticos, redige manifestos, manda bilhetinhos, mobiliza lideranças de todo o interior, viaja muito, convoca a ala jovem do partido, intervém em querelas e discordâncias domésticas, reprime infidelidades, incendeia a campanha - apesar do dinheiro curto da agremiação ainda em formação. Assume a agenda do candidato, em uma caderneta pessoal anota datas de comícios e os deslocamentos. Conduz Afif a uma campanha vitoriosa - o empresário é eleito o terceiro constituinte mais votado do Brasil. “Eu era um candidato temático, o candidato da microempresa”, relata Afif. “Ao fim do processo, o Kassab havia consolidado o novo partido, assumiu plenamente a organização. É um trator.” Chegam as eleições presidenciais de 1989. É o grande salto de Afif, imagem da reforma, e Kassab outra vez é requisitado. O duelo é desigual. “Uma microempresa política, um partideco de nada, logística zero contra as grandes estruturas”, lembra Afif. “Como o cineasta gosta, apenas uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.” É imperiosa uma coligação que assegure 10 minutos na TV para Afif. “Aí entrou o gênio político do Kassab”, conta o empresário. - Pô, Kassab, não vai dar certo, resmunga Afif. - Vamos trabalhar, empolga-se Kassab. - Mas não vai adiantar. - Vai dar certo, vamos trabalhar. Kassab sai em busca de alianças. “Vamos atrás do PDC, vamos conquistar o PDC.” Não é fácil, o cenário é inamistoso, o Partido Democrata Cristão disputado a ferro e fogo por forças políticas tradicionais, quase imbatíveis, quase todas fechadas com Fernando Collor. Gilberto Kassab tem ciência das adversidades que o esperam, mas se põe a campo obstinadamente. Vai ao encontro do senador Mauro Borges e entrega ao velho líder político o grande trunfo que havia conquistado à custa de boa conversa: uma carta de Sobral Pinto, duas páginas da lavra do célebre jurista. “Esse ilustre político paulista”, ele escreveu sobre Afif, em 23 de junho daquele ano, “por sua inteligência, suas idéias, sua formação moral, seus conhecimentos das necessidades administrativas, econômicas e disciplinares do País, é o governante que a Nação reclama.” Sobral havia sido defensor de Borges, quando o regime de coação o jogou nos porões. Em seu texto o advogado de renome e prestígio conclama Borges, brizolista, a referendar Afif. Recomendação desse jaez o senador não pôde ignorar. Afif não triunfa, mas é merecedor de expressiva votação. “O Kassab foi o artífice da articulação.” No ápice da campanha, Kassab mostra-se um tipo espirituoso. Prega peças nos companheiros, a quem sussurra ao pé do ouvido: “Olha, ouvi dizer que o Guilherme tá pensando em você para ministro. É bom preparar algum programa.” Afif se diverte toda vez que um partidário irrompe no casarão da Avenida República do Líbano, sua cidadela, sobraçando calhamaço de relatórios e com idéias mirabolantes. “Ele é muito brincalhão”, assinala Miguel Luiz Bucalem, 46 anos, professor universitário e engenheiro da Poli, colega de Kassab na USP. “O Kassab é bem-humorado, divertido e inteligente.” Apegou-se de tal modo à política que, já em 1990, sai dos bastidores e ele próprio vai em busca de sua primeira eleição, a deputado estadual pelo PL. Teve bastante votos, insuficientes porém para levá-lo ao Palácio 9 de Julho. Em 1992, conquista uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo e, mais tarde, em 94, é eleito enfim deputado estadual, já pelo PFL. Entre um e outro pleito, Jorge Bornhausen, o velho cacique do PFL, procura Afif e confidencia que a sigla precisa de uma liderança em São Paulo. Admite que o PFL está sem comando por aqui. - Tô fora, rejeita Afif. - Mas preciso de alguém que opere o partido - insiste Bornhausen. - O nome é Gilberto Kassab. |
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